Causa Animal - Diálogos 2021 - Principais gargalos e como mitigar esse problema crônico: Caminhos e soluções.

 Iniciamos a matéria, com uma breve apresentação dos autores conforme segue.

Somos uma equipe multidisciplinar, formada por veterinários, professores, ambientalistas,  protetores e acolhedores independentes (muitos não estão nas redes sociais) e apoiados pela Iniciativa popular trilhas das Flores e a APBA, bem como com um protocolo de indicativo de Lei recentemente protocolado pelo vereador de Salvador, Sr.  André Fraga, nosso apoiador no canal legislativo.

Sou a profa. Estela Sales (linktr.ee/Prof_Estela)e meu esposo Prof e Consultor Fernando Bueno; nossa história de envolvimento total se inicia na vinda de São Paulo para Salvador em 2015. Quando chegamos nos deparamos com uma gatinha sendo jogada na rua por colaboradores de nosso condomínio, quando iniciou, efetivamente, uma motivação de ajudar e a intervir nessa causa, bem como interagir com alguns protetores. Neste caso, a resgatamos e uma protetora de Itapuã ficou com a gatinha..a partir desse dia sempre quando apareciam animais abandonados em nosso condomínio, prontamente chamavam o  prof.Fernando Bueno, para o apoio e resgate. E assim, participamos também dos resgates até de Patos na Lagoa dos Patos, em janeiro de 2019, no bairro da Pituba, pois a mesma estava enfrentando uma terrível seca e os patos estavam morrendo. Nos deparamos com políticos da Causa animal, e do meio Ambiente. Alguns realmente tentaram ajudar de alguma forma, outros nada fizeram, o que já era esperado.

Bom! Daí por diante a causa animal de Salvador ficou muito mais presente em nossas vidas. Hoje temos em Nosso apto 7 gatos e 1 cão resgatados e muitos os quais ajudamos com apoio veterinário, castração, alimentação e etc, em parceria com amigos colaboradores, distribuídos em abrigos informais (aqueles com pessoas efetivamente ligadas a causa, apenas). Em resumo, não dá para fechar os olhos, se omitir diante de tantos problemas. Afinal, também é uma questão de saúde pública e as esferas governamentais não podem se abster dessa responsabilidade.

Um pouco de nossa experiência:

Em meados de 2020, ao desativar um lixão de mais de 25 anos,com o apoio do ambientalista local e mídia Glauber Machado,  no início da pandemia entre maio e agosto ( 04 meses precisamente) num bairro do subúrbio de Salvador, Ilha Amarela, nos deparamos com muitos “descartes” de animais, em estado crítico de saúde, esses animais eram resgatados pela Cooperativa local, cães e gatos, a Cooperes, em que o Sr Elias– responsável pela cooperativa,  comentou que é todo o dia, caixas e caixas de filhotes que jogam ali próximo. E os filhotes de gatos que uma liderança local, Sandro do lote, levou para o Rancho Vitória, que um rapaz cuida da forma que pode desses animais descartados. Resumindo, é tudo meio improvisado na região do Subúrbio.

Então, para não ficarmos assim, iniciamos com o Sr C. (preservando seu nome) da Região do Lobato, uma ação, de acolhimento e adoção dos animais descartados naquela região, ao qual nos comprometemos em doar rações e medicações dentro de nossas possibilidades e com recursos próprios até então, e buscar adoções, e ele foi fazendo várias conexões com pessoas dali, em que a média de animais acolhidos chega em torno de 20 até 70 por família. Não vence o programa de castração e a burocracia em se cadastrar e assumir todo o problema do pós-operatório. Dessa forma conseguimos com a logística correta e atuando in loco, algumas adoções responsáveis. Contudo, ainda é muito irrisório. E no subúrbio de Salvador, o  índice de abandono animal é imensurável. São centenas de animais, dentre gatos e cachorros. Outro animal que sofre abandono de cuidados são os eqüinos, utilizados para cargas ilícitas e com requintes de crueldade. E ainda para complicar na Região da Mata, animais silvestres sofrendo caça irregular e venda clandestinas das espécies em extinção.

Durante a desativação do lixão, de maio de 2020 a agosto de 2020,  encontramos uma espécie de girassol agreste, muito lindo, o que nos inspirou em denominar o conjunto de ações que estávamos promovendo, desde a gestão de resíduos sólidos, como o resgate animal, em INICIATIVA POPULAR TRILHAS DAS FLORES. Segue no instagram e um canal de adoção exclusivo dos animais do subúrbio, o adota_pet, também no instagram. Nisso, encaminhamos o projeto diálogos 2021,  a inscrição  no IcmBio, como voluntários em eixos de diálogos, e que o eixo da Causa animal,  resultou na Comissão da Causa animal – Diálogos 2021, grupo que atua anonimamente, contribuindo no socorro, resgate e ajuda para as situações mais emergenciais. Com a pandemia, a situação de abandono e maus-tratos ampliou em todo o País, em Salvador, não foi diferente os relatos são diários, nas redes sociais e jornais televisivos.

Devido ao contexto, iniciamos uma petição online, já tem dois meses, solicitando o envolvimento da entidade pública nesse processo de acolhimento e bem-estar animal. Segue colhendo assinaturas, abaixo, disponibilizamos o link de acesso, pelo change.org.

Após lançarmos a petição, imediatamente,  organizamos nossa primeira reunião remota, via Google meet, em que evidenciamos um pré-projeto de Criação de Centro de Acolhimento e Bem-estar animal, através de um indicativo de criação, já protocolado na câmara Municipal de Salvador, pelo vereador André Fraga (PV),   priorizando a necessidade emergencial, com base em modelos de municípios, como por exemplo o de Serrinha/Ba. 
Também foi protocolado, na Câmara Municipal, um projeto que visa atenuar um problema com os moradores de rua, o vereador Kiki Bispo, é o autor, e sensibilizado por essa situação específica desses tutores de animais, que não podem levar seus animais para os locais em que pernoitam, pois não aceitam animais. Esse projeto visa a construção nesses locais, canis para que os moradores de rua pernoitem com seus amigos inseparáveis. 
Alguns gargalos ainda enfrentamos, relataremos abaixo, sob a ótica de uma voluntária de Ong de Protetores animais. Sra. E ( que iremos preservar seu nome):

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